Nimzo-Indiana

O bispo em b4 troca-se pelo cavalo de c3 e deixa as brancas com peões dobrados

5 Capítulos · 21 exercícios

Origem

Nasce de 1.d4 Nf6 2.c4 e6 3.Nc3 Bb4 e leva o nome de Aron Nimzowitsch, que a elaborou e defendeu nos anos 1920 como bandeira da escola hipermoderna. Em vez de ocupar o centro com peões, as pretas o atacam com peças e com o cravo do bispo em b4. Desde então foi adotada por praticamente todos os campeões mundiais, de Capablanca e Botvinnik a Karpov, Kasparov e Carlsen.

Por que funciona

O cravo em b4 impede de imediato o avanço e2-e4, que é o plano natural das brancas depois de 1.d4 e 2.c4. Se as brancas forçarem a troca em c3, ficam com peões dobrados na coluna c, e as pretas jogam contra essa fraqueza com ...c5, ...b6, ...Ba6 e o bloqueio das casas claras. Se as brancas evitarem os dobrados com 4.Qc2 ou 4.Nf3, pagam com tempo ou com concessões de desenvolvimento, e as pretas conseguem ...d5 ou ...c5 em boas condições. É uma abertura de estruturas claras: quem entende a troca bispo por cavalo e o valor relativo do par de bispos contra estrutura sólida joga-a bem sem decorar dezenas de linhas.

A favor

  • +Impede de imediato e2-e4 e nega às brancas o grande centro de peões.
  • +O tema é estrutural — peões dobrados em c3 contra par de bispos — e se aprende por compreensão, não por memória.
  • +Combina bem com a Defesa Índia da Dama e a Ragozin, já que 2...e6 cobre várias respostas de brancas.
  • +Tem reputação sólida no nível mais alto há um século, sem linhas refutadas.

O preço

  • −Entregar o bispo de casas escuras deixa buracos duradouros se as pretas não fecharem o jogo ou bloquearem o centro.
  • −Depois de 3.Nf3 as brancas simplesmente evitam a Nimzo, e você precisa de um segundo repertório (Índia da Dama, Bogo ou Gambito da Dama).
  • −A Sämisch (4.a3) e a 4.f3 dão às brancas centro e par de bispos: posições agudas em que uma imprecisão custa caro.
  • −O número de quartos lances das brancas é grande — Qc2, e3, Nf3, a3, Bg5, f3, Qb3, Bd2 — e cada um pede um plano próprio.

Capítulos

  1. 1O cravo em b4 e a ideia hipermodernaAqui você vê os lances 1.d4 Nf6 2.c4 e6 3.Nc3 Bb4 e entende por que o bispo vai a b4: cravar o cavalo de c3 e proibir e2-e4. Também conhece as respostas menores 4.Bd2 e 4.Qb3, em que as brancas defendem o cavalo sem enfraquecer nada, e como as pretas ganham tempo contra elas.0/4
  2. 2Rubinstein: 4.e3, a linha principal4.e3 é o lance mais jogado: desenvolvimento discreto, sem definir nada. Você aprende os dois esquemas básicos das pretas — ...d5 com ...c5 contra o bispo em d3, e o setup com ...b6 e ...Bb7 controlando e4 — além da variante Taimanov com ...Nc6.0/4
  3. 3Clássica 4.Qc2: evitar os dobradosCom 4.Qc2 as brancas defendem o cavalo com a dama e podem recapturar em c3 sem dobrar peões — o preço é tempo e um desenvolvimento lento do flanco do rei. Você trabalha as três reações principais das pretas: ...d5, ...c5 e ...Nc6.0/4
  4. 44.Nf3 e 4.Bg5: transposições e pressão4.Nf3 é flexível e pode desaguar na Ragozin quando as pretas jogam ...d5; 4.Bg5 (Leningrado) crava o cavalo de f6 e busca jogo agudo. O capítulo também traz a Kmoch, para você reconhecer desvios de ordem de lances.0/4
  5. 5Sämisch, 4.f3 e o bloqueio de HübnerO material mais exigente: 4.a3 força a troca em c3 e as brancas aceitam os peões dobrados em troca do par de bispos e do centro; 4.f3 prepara e2-e4 diretamente. Você vê as réplicas com ...d5 e com ...b6, e fecha com o sistema Hübner, em que as pretas travam o centro com ...c5 e ...d6 para deixar o par de bispos sem ar.0/5
Continuar treino →Jogue esta abertura contra o computador, a partir da linha principal, com as melhores jogadas à mão quando precisar.