Sistema Londres

Uma estrutura sólida em quatro lances: Bf4, e3, c3, Bd3 — e um plano que quase sempre funciona

7 Capítulos · 27 exercícios

Origem

O nome vem do torneio de Londres de 1922, onde a configuração com Bf4 foi empregada por jogadores da elite da época, entre eles Capablanca. Por décadas foi vista como um sistema morno de clube, até ser reabilitada no alto nível por Gata Kamsky e, mais tarde, adotada por Magnus Carlsen e outros de elite em partidas decisivas. A versão agressiva 2.Nc3 ganhou notoriedade nas mãos do georgiano Baadur Jobava e hoje leva seu nome.

Por que funciona

O branco monta quase sempre a mesma estrutura — peões em d4, e3 e c3, bispo fora da cadeia em f4, bispo em d3, cavalos em f3 e d2 — o que reduz brutalmente a quantidade de teoria a decorar. O bispo de f4 mira a diagonal b8-h2 e vigia as casas e5 e c7, e o peão de c3 sustenta d4 sem trancar o bispo de c1, erro típico de outros sistemas com e3. A partir daí existem dois planos claros: Ne5 com f4 e ataque no flanco do rei, ou a expansão com Qb3/Rc1 pressionando b7 e c7. Como o branco quase nunca fica pior na abertura, o sistema serve tanto para partidas rápidas quanto para jogar por posições com plano de longo prazo.

A favor

  • +A mesma configuração serve contra quase tudo: Eslava, Defesa Índia do Rei, Holandesa ou ...e6 sólido.
  • +O bispo sai para f4 antes de e3, resolvendo o problema do bispo ruim que aflige outros sistemas de peão em d4.
  • +Planos concretos e repetíveis: Ne5 seguido de f4 e ataque, ou Qb3 e Rc1 contra b7/c7.
  • +Baixíssimo risco teórico — é muito difícil o branco ficar pior nos primeiros quinze lances.

O preço

  • −Contra defesa precisa a vantagem costuma ser mínima; jogar por vitória contra alguém preparado exige paciência.
  • −O lance ...Qb6 ataca b2 e o bispo de f4 fica sem apoio; é preciso conhecer as respostas exatas (Qb3, Nc3 ou Bxb8) ou a posição desanda.
  • −Golpes como ...c5 e ...Nc6 pressionando d4, ou ...Bf5 neutralizando o bispo de d3, tiram do branco todo o brilho da posição.
  • −A repetição de padrões pode virar automatismo: quem joga Londres sem pensar acaba em posições iguais e sem ideias.

Capítulos

  1. 1A Configuração BásicaAqui você aprende a ordem dos lances — d4, Bf4, e3, c3, Bd3, Nf3 — e por que o bispo precisa sair antes de e3. Também vê a versão acelerada 2.Bf4 e o caso em que o preto copia com ...Bf5.0/5
  2. 2Contra Estruturas Sólidas: ...c6 e ...e6O preto constrói um muro com peões em d5 e c6 (ou e6) e não dá alvos imediatos. Você aprende a pressionar com Qb3 contra b7, a trocar no momento certo e a lidar com ...Bf5 e com ...Bd6 desafiando o bispo de f4.0/5
  3. 3Contra o Fianchetto e a HolandesaQuando o preto joga ...g6 (Índia do Rei ou Grünfeld) o bispo de f4 muda de função: ele passa a vigiar e5 e apoiar h4-h5. Contra ...f5 você vê por que o Londres é um antídoto natural, com o bispo já fora e as casas escuras enfraquecidas.0/4
  4. 4Quando o Preto Bate em d4 com ...c5O golpe ...c5 é a forma mais direta de questionar o centro branco. Você decide entre manter a tensão, jogar c3 sustentando d4 ou aceitar uma estrutura aberta em que os bispos de f4 e d3 miram o rei preto.0/2
  5. 5Os Planos de Ataque: Ne5, f4 e Roque LongoAgora a estrutura já é conhecida e o foco passa a ser o plano. Cavalo a e5 apoiado por f4, a manobra Nb1-d2-f1-g3 para reforçar o flanco do rei, e a versão afiada com roque grande e avanço de peões h e g.0/5
  6. 6O Londres de Jobava (2.Nc3)A versão agressiva: o cavalo vai a c3 antes de c3-peão, liberando ideias de Nb5 contra c7 e e5-e6 no flanco do rei. É menos sólida e mais tática — exige saber o que fazer contra ...d5 com ...c5, contra o fianchetto e contra a Holandesa.0/4
  7. 7O Problema ...Qb6O teste mais incômodo do sistema: a dama preta ataca b2 enquanto o bispo de f4 está sem defesa. Aqui você aprende as duas respostas de alto nível — o contra-ataque Qb3 e o Ataque Mertens — e por que entregar b2 pode valer a pena.0/2
Continuar treino →Jogue esta abertura contra o computador, a partir da linha principal, com as melhores jogadas à mão quando precisar.